EdUERJ lança Gramofone, filme, typewriter

A Editora da UERJ lança, no dia 22 de outubro, Gramofone, filme, typewriter, de Friedrich Kittler, livro que é considerado uma referência para os estudos da mídia. A publicação estava inédita no Brasil e chega às prateleiras por intermédio de uma coedição com a Editora da UFMG, com tradução de Guilherme Gontijo Flores e Daniel Martineschen.

O lançamento ocorre na Livraria Travessa, do Shopping Leblon e está programada uma mesa redonda com os professores Erick Felinto (Comunicação-UERJ), que também é revisor técnico do livro, e com Eduardo Guerreiro Losso (Letras-UFRJ) e Guillermo Giucci (Letras-UERJ).

Publicado originalmente em 1986, Gramofone, filme, typewriter tornou-se um marco, aprofundando a reflexão sobre o desenvolvimento e o papel dos dispositivos tecnológicos de comunicação e cultura. A publicação interessará, sobretudo, a pesquisadores de teorias da comunicação, mais especificamente os que tem por objeto de interesse os estudos da mídia.

Em suas proposições, Kittler analisa o modo pelo qual o gramofone, a máquina de escrever e o filme ofuscaram, na virada do século XIX para século XX, o primado da literatura e da filosofia. Uma das constatações do estudioso alemão é que o processo de criação dos dispositivos de comunicação foi se distanciando cada vez mais do fator humano. Ao analisar as referidas tecnologias do título do livro, Kittler sublinha que estes dispositivos mantiveram, em sua essência, características que remetem ao fato de haverem sido originalmente criados para fins militares.

Considerado por muitos o melhor trabalho do teórico alemão, a publicação se destaca tanto pelo pioneirismo das abordagens quanto pelo estilo de Kittler, leitor de Foucault, Lacan, Nietzsche e Heidegger. Um dos méritos do livro é oferecer pistas a quem procura, no passado, as raízes da dependência do homem em relação à tecnologia.

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