Euclides da Cunha: tema da Flip e de livros da EdUERJ

Neste ano, a Flip (Festa Literária Internacional de Paraty) presta homenagem a Euclides da Cunha e seu legado. Nascido em Cantagalo, município do Estado do Rio de Janeiro, Euclides é considerado um pioneiro do livro-reportagem e sua prosa, genial, mesclava jornalismo, sociologia e até filosofia, enquanto que, estilisticamente, seduzia o leitor com um jogo de neologismos e pela valorização de aspectos regionais da linguagem. Sua obra mais contundente, Os sertões (1902), é considerada um clássico atemporal da literatura brasileira, reverberando as incursões jornalísticas do autor, que cobria a Guerra de Canudos para o jornal Estado de São Paulo.

Dada a sua relevância, Euclides tornou-se objeto de publicações da Editora da UERJ. Vamos destacar algumas que integram o nosso catálogo e que estão disponíveis para serem adquiridas em nosso site. Uma delas é Euclides, mestre-escola, organizada por Analbelle Loivos Considera, Anélia Montechiari Pietrani e Luiz Fernando Conde Sangenis. A obra reúne ensaios que demonstram a relação entre o célebre escritor e a educação, e aponta iniciativas pedagógicas inspiradas por ele. Além disso, enfoca o projeto de extensão “100 anos sem Euclides”, que articula ações sociais, culturais e educativas no município de Cantagalo. Outra tema é a procura de caminhos para se oferecer Euclides em sala de aula, uma vez que, por seus regionalismos e neologismos, nem sempre configura-se prosa de fácil compreensão.

Por sinal, um livro que pode ajudar quem deseja estabelecer um primeiro contato com a literatura euclidiana é Euclides para jovens leitores, organizado por Ivo Barbieri, Maria Aparecida Andrade Salgueiro e Nelson Rodrigues Filho. A publicação apresenta uma compilação de textos diversos, inclusive fragmentos de sua obra mais célebre, Os sertões, assim como escritos jornalísticos e políticos e cartas de seu arquivo pessoal. Destaca também resenhas sobre Os Sertões, assinadas por nomes como Gilberto Freyre e Olímpio de Souza Andrade, entre outros.

Por fim, outra dica é Euclides da Cunha: presente e plural, organizado por Anélia Montechiari Pietrani, iluminando a paixão do escritor por áreas como ciência, história e engenharia. Os ensaios enveredam por teorias críticas com o objetivo de contextualizar a produção literária de Euclides e discutir os vínculos entre literatura e sociedade na época.

Participar da FLIP é muito interessante, mas se você não pode ir, esses livros certamente oferecem o que há de mais importante: o conhecimento (e argumentos para um debate).

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