Prof. Claudio Cezar Henriques: Acordo Ortográfico deixou a língua mais clara e objetiva

Na segunda-feira, 21 de março, às 18h30min, o professor Claudio Cezar Henriques faz o lançamento oficial de A nova ortografia: o que muda com o Acordo Ortográfico (6ª edição), publicação da EdUERJ. O lançamento será no campus da UERJ Maracanã, no 11andar, auditório 111.

Ele conversou com o blog da EdUERJ sobre esse lançamento e questões da nova ortografia.

Falando um pouco do seu livro A nova ortografia: o que muda com o acordo ortográfico. Como tem sido a recepção do livro até agora?

A recepção tem sido muito boa, tanto com professores e estudantes como com outros profissionais interessados em se informar e atualizar sobre o assunto.

Qual é o diferencial que você vê em relação a outras publicações com propostas similares?

Há dois diferenciais: (1) dos livros lançados no mercado, é o único que contém uma exaustiva bateria de exercícios de fixação, com chave comentada de respostas; (2) nessa nova edição, há um capítulo dedicado ao VOC (Vocabulário Ortográfico Comum), portal mantido pela CPLP e que pretende se tornar o “banco ortográfico de todas as modalidades do português”.

Prof. Claudio Cezar Henriques, em 2010, em entrevista sobre o livro "Redação de trabalhos acadêmicos: teoria e prática", campeão de vendas da EdUERJ.

Por que as pessoas ainda apresentam dificuldades para escrever dentro das regras do novo acordo ortográfico?

Sobretudo por conta do velho hábito de não quererem estudar o tema para se atualizarem. As pessoas parece que preferem saber das mudanças apenas superficialmente…

Quais foram as mudanças ortográficas que trouxeram mais impacto para o cotidiano daqueles que escrevem?

A principal mudança está no emprego do hífen. O assunto está muito mais claro e objetivo do que antes, mas precisa ser entendido pelos usuários. Falar mal do hífen sempre foi uma prática de nossa sociedade, mas as pessoas precisam entender que ele não é mais o “temido agente do mal”…

Observei que alguns jornalistas portugueses seguem sem adotar as novas regras. Por que ainda há uma resistência às mudanças propostas?

Portugal já implantou definitivamente a reforma. Logo, o coro dos descontentes de lá tende a diminuir. Entretanto, alguns jornais permitem que os autores de artigos de opinião não sigam a nova ortografia. É uma atitude que recobre motivações políticas ou ideológicas de muito egoísmo. Os livros didáticos lusitanos já estão todos de acordo com a nova ortografia.

As mudanças podem ser criticadas em pontos específicos [cito dois: a perda do diferencial de PÁRA (verbo), a proibição do uso do hífen com os prefixos NÃO e QUASE, mas o grande mérito é a unificação da ortografia em si mesma. Trata-se da primeira ação prática para dar um estatuto de língua internacional para o português. Afinal, quem estuda português, em qualquer canto do planeta, precisa saber ler e escrever esta língua. Antes, com duas ortografias coexistindo, isso era bem mais difícil.

Agradecemos pela entrevista!

 

Entrevista concedida a Ricardo Zentgraf.

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